Carlos Neto: “As férias devem ser um tempo para os pais gostarem mais de ser pais”

Carlos Neto: “As férias devem ser um tempo para os pais gostarem mais de ser pais”

Começaram as férias grandes para quem não tem exames. Para o especialista em desenvolvimento infantil, são uma oportunidade para fazer reset a uma cultura de superproteção. E para os pais abrandarem

“Não podemos aprisionar as crianças e os adolescentes em casa em tempo de férias”. O conselho é de Carlos Neto, professor na Faculdade de Motricidade Humana que há mais de 30 anos se dedica à área da educação física e motora e ao papel do jogo no desenvolvimento das crianças. Com mais um período de férias grandes à porta, o investigador acredita que tentar cultivar um pouco mais de autonomia e liberdade na relação com os mais novos será benéfico para eles mas também para os pais. O objetivo é que as férias sejam um momento de prazer e descoberta e não uma “batalha campal”, a realidade de muitas famílias, lamenta. As dicas são práticas: mais contacto com a natureza e deixá-los experimentar e até fazer coisas um pouco mais arriscadas do que o costume, seja trepar às árvores, andar de skate, correr na praia com um papagaio... ou porque não acampar todos juntos este ano? A saúde física e mental de todos agradece.

É há muito tempo uma pessoa preocupada com o espaço que as crianças não têm para brincar ao longo do ano e o impacto que isso tem no seu desenvolvimento motor e psicológico. Este tempo das férias grandes pode ser usado pelos pais para as estimular?

in Jornali | 23/06/2018
Carlos Neto. "Não se pode aprisionar as crianças em férias. É preciso libertá-las para que possam viver tudo"

in Jornal i| 22/06/2018
Carlos Neto: “As férias devem ser um tempo para os pais gostarem mais de ser pais”

Retirado de:
Página 22, consultar anexo do artigo

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